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BIS

Barómetro de Internamentos Sociais

O Barómetro de Internamentos Sociais é uma iniciativa da APAH com o suporte da EY e o apoio institucional da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna,  com o objetivo de estudar e dar relevo à problemática dos internamentos inapropriados, mas também para fomentar ações conjuntas que minimizem este impacto. Assim, constitui-se como um instrumento para a medição periódica deste fenómeno.

O prolongamento dos episódios de internamento hospitalar para além do período clinicamente necessário conduz a complicações evitáveis para o doente, aumentado o risco de infeções nosocomiais, de malnutrição, de depressão, de quedas e de agravamento dos estados de dependência. Mais, o seu impacto na ocupação de camas hospitalares passa a ter impacto nos tempos de espera para internamentos eletivos (incluindo cirurgias) e no congestionamento dos serviços de urgência, com degradação dos cuidados de saúde ao doente.

O prolongamento dos internamentos é um problema muito complexo. Ao longo do tempo, a incapacidade das famílias e falta de respostas na comunidade têm sido apontadas como as principais razões para a inadequação do período de internamento. Geralmente, estes internamentos são caraterizados coloquialmente como sociais.

Apesar da relevância do problema, não existem dados quantitativos nacionais sobre o fenómeno de internamentos sociais que permitam atuar sobre o problema.

Esta iniciativa conta com a colaboração ativa dos Hospitais do Serviço Nacional de Saúde.

Em parceria com a Microsoft, o Barómetro de Internamentos Sociais é desde a sua 2.ª edição disponibilzado através desta ferramenta em PowerBI.

 

3.ª edição do Barómetro de Internamentos Sociais (BIS) – 2019

A 3ª edição do Barómetro de Internamentos Sociais (BIS) contou com a representatividade de 79% do número total de camas de Internamento do Serviço Nacional de Saúde (SNS), representadas por 33 unidades hospitalares de Norte a Sul do país (69% do SNS).

A 18 de fevereiro de 2019, data da recolha de dados desta edição do BIS, 829 camas, o equivalente a 4,7% do total de camas disponível, estava ocupado com internamentos inapropriados, predominantemente justificados pela falta de resposta na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI). No entanto, relativamente ao número de dias de internamentos inapropriados, a principal razão prende-se com a incapacidade de resposta do familiar/cuidador.

Mais de metade destes casos concentram-se em duas regiões: região Norte (37%) e Lisboa e Vale do Tejo (41%). A nível geral, os hospitais participantes apresentam uma média de internamento inapropriado de 98,4 dias (aumento de 46% face à edição de 2018), correspondendo a uma despesa estimada de 31,5 milhões de euros. A extrapolação deste valor para um ano de internamentos inapropriados evidencia um impacto estimado superior a 83,7 milhões de euros para o Estado.

A 3ª edição do BIS revela ainda que os episódios de internamento inapropriados são, maioritariamente, de origem médica (77%). O género feminino predomina, com uma percentagem de 58%. Quanto às idades, 36% referem-se ao intervalo entre os 65 e os 80 anos e 44% dizem respeito a internamentos de utentes com mais de 80 anos.

4,7% Internamentos SociaisDados a 18 de fevereiro de 2019
69% de Hospitais participantesDados a 18 de fevereiro de 2019

 

APAH_3ª Edição BIS_Infografia

Infografia da 3ª Edição do BIS

Relatório 2019

A apresentação dos resultados da terceira edição decorreu no dia 6 de abril de 2019, em Peniche, no âmbito da 6ª Conferência de Valor APAH.

 

2.ª edição do Barómetro de Internamentos Sociais (BIS) – 2018

À data da recolha de dados do 2.º Barómetro de Internamentos Sociais(BIS), a 19 de fevereiro de 2018, 960 camas, o equivalente a 6% do total das camas disponíveis, em 74% dos hospitaisdo Serviço Nacional de Saúde (SNS), eram ocupadas com internamentos inapropriados, predominantemente justificados pela falta de resposta na rede de cuidados continuados. O BIS é uma iniciativa da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares(APAH), com o suporte da EY e apoio institucional do Ministério da Saúde.

Para a generalidade dos hospitais auscultados, a média de internamento inapropriado está nos 67 dias, o que corresponde a uma despesa estimada de 26,3 Milhões de euros. A extrapolação deste valor para um ano dos internamentos inapropriados evidencia um impacto estimado superior a 99,7 milhões de euros para o Estado.

O BIS revela ainda que os episódios de internamentos sociais são, maioritariamente, de origem médica (72%). O género feminino está em maioria, com uma percentagem de 56%. Quando às idades, 22% correspondem a pessoas entre os 18 e os 65 anos, 36% referem-se ao intervalo entre os 65 e os 80 anos e 41% dizem respeito a internamentos de utentes com mais de 80 anos, apenas 1% respeita a pessoas com idade inferior a 18 anos.

6,0% Internamentos SociaisDados a 19 de fevereiro de 2018
74% de Hospitais participantesDados a 19 de fevereiro de 2018

Principais conclusões

  • 6% dos doentes internados a 19/02/2018 encontravam-se em situação de inapropriaçãopor motivos sociais.
  • A demora média de internamento inapropriados a 19 de Fevereiro de 2018 é cerca de 67 dias.
  • Os episódios de internamentos inapropriados são predominantemente médicos e centrados nas faixas etárias mais elevadas.
  • Os principais motivos de inapropriaçãode internamentos centram-se na falta de resposta da rede de cuidados continuados e incapacidade de resposta do familiar / cuidador.
  • O impacto dos internamentos inapropriados a 19 de Fevereiro de 2018 é superior a 26 M€.
  • O impacto dos internamentos inapropriados a 19 de Fevereiro de 2018 extrapolados para todo o ano atingem perto de 100 M€.

A apresentação dos resultados da segunda medição decorreu no dia 17 de março de 2018, em Viseu, no âmbito da 4ª Conferência de Valor APAH.

 

1.ª edição do Barómetro de Internamentos Sociais (BIS) – 2017

À data da primeira recolha de dados do Barómetro de Internamentos Sociais (BIS), a 2 de outubro, 655 camas, o equivalente a 5% do total das camas disponíveis, em 79% dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde, eram ocupadas com internamentos por causas sociais, predominantemente justificados pela falta de resposta na rede de cuidados continuados.

4,9% Internamentos SociaisDados a 2 de outubro de 2017
79% de Hospitais participantesDados a 2 de outubro de 2017

A apresentação dos resultados da primeira medição decorreu no dia 21 de outubro de 2017, em Évora, no âmbito da 3ª Conferência de Valor APAH.

Relatório 2017