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Barómetro de Internamentos Sociais

O Barómetro de Internamentos Sociais é uma iniciativa da APAH com o suporte da EY e o apoio institucional do Ministério da Saúde, com o objetivo de estudar e dar relevo à problemática dos internamentos inapropriados, mas também para fomentar ações conjuntas que minimizem este impacto. Assim, constitui-se como um instrumento para a medição periódica deste fenómeno.

O prolongamento dos episódios de internamento hospitalar para além do período clinicamente necessário conduz a complicações evitáveis para o doente, aumentado o risco de infeções nosocomiais, de malnutrição, de depressão, de quedas e de agravamento dos estados de dependência. Mais, o seu impacto na ocupação de camas hospitalares passa a ter impacto nos tempos de espera para internamentos eletivos (incluindo cirurgias) e no congestionamento dos serviços de urgência, com degradação dos cuidados de saúde ao doente.

O prolongamento dos internamentos é um problema muito complexo. Ao longo do tempo, a incapacidade das famílias e falta de respostas na comunidade têm sido apontadas como as principais razões para a inadequação do período de internamento. Geralmente, estes internamentos são caraterizados coloquialmente como sociais.

Apesar da relevância do problema, não existem dados quantitativos nacionais sobre o fenómeno de internamentos sociais que permitam atuar sobre o problema.

Esta iniciativa conta com a colaboração ativa dos Hospitais do Serviço Nacional de Saúde.

Em parceria com a Microsoft, o Barómetro de Internamentos Sociais é desde a sua 2.ª edição disponibilzado através desta ferramenta em PowerBI.

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Primeira recolha de dados do Barómetro de Internamentos Sociais (BIS)

À data da primeira recolha de dados do Barómetro de Internamentos Sociais (BIS), a 2 de outubro, 655 camas, o equivalente a 5% do total das camas disponíveis, em 79% dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde, eram ocupadas com internamentos por causas sociais, predominantemente justificados pela falta de resposta na rede de cuidados continuados.

4,9% Internamentos SociaisDados a 2 de outubro de 2017
79% de Hospitais participantesDados a 2 de outubro de 2017

A apresentação dos resultados da primeira medição decorreu no dia 21 de outubro, em Évora, no âmbito da 3ª Conferência de Valor da APAH

Relatório 2017

 

Segunda recolha de dados do Barómetro de Internamentos Sociais (BIS)

À data da recolha de dados do 2.º Barómetro de Internamentos Sociais(BIS), a 19 de fevereiro de 2018, 960 camas, o equivalente a 6% do total das camas disponíveis, em 74% dos hospitaisdo Serviço Nacional de Saúde (SNS), eram ocupadas com internamentos inapropriados, predominantemente justificados pela falta de resposta na rede de cuidados continuados. O BIS é uma iniciativa da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares(APAH), com o suporte da EY e apoio institucional do Ministério da Saúde.

Para a generalidade dos hospitais auscultados, a média de internamento inapropriado está nos 67 dias, o que corresponde a uma despesa estimada de 26,3 Milhões de euros. A extrapolação deste valor para um ano dos internamentos inapropriados evidencia um impacto estimado superior a 99,7 milhões de euros para o Estado.

O BIS revela ainda que os episódios de internamentos sociais são, maioritariamente, de origem médica (72%). O género feminino está em maioria, com uma percentagem de 56%. Quando às idades, 22% correspondem a pessoas entre os 18 e os 65 anos, 36% referem-se ao intervalo entre os 65 e os 80 anos e 41% dizem respeito a internamentos de utentes com mais de 80 anos, apenas 1% respeita a pessoas com idade inferior a 18 anos.

6,0% Internamentos SociaisDados a 19 de fevereiro de 2018
74% de Hospitais participantesDados a 19 de fevereiro de 2018

Principais conclusões

  • 6% dos doentes internados a 19/02/2018 encontravam-se em situação de inapropriaçãopor motivos sociais.
  • A demora média de internamento inapropriados a 19 de Fevereiro de 2018 é cerca de 67 dias.
  • Os episódios de internamentos inapropriados são predominantemente médicos e centrados nas faixas etárias mais elevadas.
  • Os principais motivos de inapropriaçãode internamentos centram-se na falta de resposta da rede de cuidados continuados e incapacidade de resposta do familiar / cuidador.
  • O impacto dos internamentos inapropriados a 19 de Fevereiro de 2018 é superior a 26 M€.
  • O impacto dos internamentos inapropriados a 19 de Fevereiro de 2018 extrapolados para todo o ano atingem perto de 100 M€.