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Tag Archives: Posição APAH

SIC Notícias: 10 minutos com Alexandre Lourenço

O Presidente da Direção da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, Alexandre Lourenço, deu entrevista a Dulce Salzedas sobre as dificuldades enfrentadas pela gestão hospitalar.

A Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares tem vindo a alertar para as dificuldades causadas pela falta de autonomia dos administradores hospitalares e das administrações hospitalares.

Como sempre, os administradores hospitalares estão fortemente empenhados em encontrar soluções para a resolução dos problemas sentidos pelo Serviço Nacional de Saúde.

A autonomia e a profissionalização/responsabilização da gestão fazem parte do caminho a percorrer para a melhoria da prestação de cuidados de saúde aos portugueses.

Veja a entrevista na integra aqui:

SIC_Notícias___10_minutos_com_Alexandre_Lourenço

 

 

50 anos a construir o SNS

Próximas iniciativas da APAH

24
Abr
14:30 - 17:30

50 anos da Administração Hospitalar em Portugal | Cerimónia Comemorativa

Escola Nacional de Saúde Pública
50 anos Administração Hospitalar / Prémio Coriolano Ferreira

Países com gestão profissionalizada apresentam melhores resultados no EHCI 2017

O EHCI 2017 – Euro Health Consumer Index é uma classificação anual dos sistemas de saúde nacionais da Europa. Esta classificação baseia-se nos resultados de um conjunto de indicadores, englobando desde 2014 as seguintes seis áreas temáticas:
  • Direitos e informação dos doentes;
  • Acessibilidade;
  • Outcomes (resultados);
  • Diversidade e abrangência dos serviços prestados;
  • Prevenção;
  • Produtos farmacêuticos.

imagem

Portugal aparece classificado numa honrosa 14.º posição à frente de países como o Reino Unido (15.º), a Espanha (18.º), a Itália (21.º) ou a Irlanda (24.º). 

Este exercício de benchmarking é especialmente relevante na identificação de áreas de melhoria. Com efeito, os vários sistemas de saúde atravessam desafios comuns, importando compreender como os diferentes Países encontram respostas para os seus cidadãos.

Dos autores do ECHI 2017 uma lição é clara:
Remove politicians and other amateurs from operative decision-making in what might well be the most complex industry on the face of the Earth: Healthcare!
Remova os políticos e outros amadores da tomada de decisões operacionais no que pode muito bem ser a indústria mais complexa à face da Terra: Prestação de cuidados de saúde!
Com efeito, os Países com gestão profissionalizada e despolitizada apresentam melhores resultados no EHCI 2017.

Áreas de melhoria identificadas através do EHCI 2017

Destacamos as seguintes áreas de melhoria onde apresentamos um pior desempenho comparativo:
  • Equidade no acesso ao sistema de saúde. A percentagem de despesa pública é inferior a 70% da despesa total em saúde, condicionando o acesso a cuidados de saúde das populações mais vulneráveis. Os Países com melhores indicadores apresentam uma  despesa pública superior a 80%.

public share

  • Tempo de Espera para meios avançados de diagnóstico em casos não agudos. Este indicador é medido através da percentagem de TC realizadas em menos de 7 dias. Neste caso, Portugal é penalizado pela incapacidade em medir este indicador – matéria entretanto em vias de ser resolvida.

tempo de espera CT

  • Infeções nosocomiais medidas pela percentagem de infeções hospitalares resistentes  por Staphylococcus aureus resistente à Meticilina (MRSA). Apesar destes dados se referirem a 2015, esta é uma área de elevada preocupação para os administradores hospitalares e merece ser uma prioridade para a gestão hospitalar.

MRSA

  • Insuficientes renais a realizar diálise fora de clínicas. Este indicador é medido pela Percentagem de doentes em diálise peritoneal ou hemodiálise domiciliária inferior a 8%. O bom desempenho deverá apresentar mais de 15% dos doentes nestas tipologias de diálise. A hemodiálise em clínica requerem 3 x 4 horas sessões por semana, conduzindo a elevadas dificuldades em manter um emprego dos insuficientes renais mais jovens. A diálise doméstica (diálise peritoneal ou HD em casa) realiza-se todas as noites com melhores resultados de tratamento. Por último, a diálise em uma clínica é muito mais cara, normalmente entre 50 a 60 por paciente por ano (na Europa Ocidental).

dialysis

  • Percentagem de partos por cesariana ainda acima dos 30% em Portugal. Apesar de em 2016, os hospitais do SNS terem ficado pelos 27,3% de partos com cesariana, os partos realizados pelos hospitais privado empurram os dados nacionais para 33,1%. As cesarianas estão associadas a um risco aumentado de morte materna, pelo que esta intervenção deve ser restrita a algumas indicações bem definidas.

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  • Saúde oral como parte da oferta pública. Este indicador é medido pelas necessidades não satisfeitas em cuidados de saúde oral. Portugal está entre os Países com piores indicadores nesta área.

    saúde oral

APAH marca presença no X Congresso Nacional da APFH

O X Congresso Nacional da Associação Portuguesa de Farmacêuticos Hospitalares (APFH), subordinado ao tema “FARMACÊUTICO CLÍNICO A CHAVE DO SISTEMA DE SAÚDE”, teve lugar de 22 a 24 de Novembro no Centro de Congressos do Estoril. O seu programa incluiu diversas sessões plenárias, a apresentação de trabalhos por farmacêuticos hospitalares e simpósios-satélite. A Dr.ª Carla Campos, da Unidade Local de Saúde de Matosinhos presidiu à Comissão Organizadora do evento, sendo a Comissão Científica presidida pelo Prof. Doutor Francisco Batel Marques, presidente da Sociedade Portuguesa de Farmácia Clínica e Farmacoterapia (SPFCF).

Em complemento a APFH promoveu de 22 a 25 de Novembro, a sua 10ª Semana APFH cujo programa continuou baseado da formação e atualização de conhecimentos dos farmacêuticos integrados nos hospitais e noutras unidades prestadoras de cuidados de saúde.

Conheça o programa da 10ª Semana APFH – X Congresso Nacional aqui.

Resumo da intervenção da APAH no X Congresso Nacional da APFH

O Presidente da APAH, Alexandre Lourenço, participou marcou presença na sessão “Os Serviços Farmacêuticos no Sistema de Saúde”, decorrida no último dia da 10.ª Semana da APFH. Foi-lhe solicitado abordar as “Expectativas da Administração Hospitalar” quanto aos serviços farmacêuticos.

Iniciou a sua intervenção por saudar a APFH e todos os farmacêuticos hospitalares pelos recentes desenvolvimentos ao nível da carreira especial farmacêutica na Administração Pública, destacando o papel dos farmacêuticos no desenvolvimento e inovação dos hospitais portugueses.

O papel do farmacêutico hospitalar é essencial nos hospitais portugueses, passando, entre outras, pela colaboração na aquisição e boa gestão dos medicamentos; preparação e distribuição de medicamentos; promoção da adesão terapêutica; informação clínica, científica e financeira; e avaliação da inovação terapêutica e monitorização de ensaios clínicos.

O desenvolvimento da carreira especial farmacêutica acarreta novas responsabilidades. Efectivamente, os hospitais têm a necessidade de se adaptar ao modelo de prestação de cuidados a doentes crónicos. Nesta linha, a atual organização hospitalar encontra-se obsoleta: o processo de cuidados não é planeado, documentado, ou gerido. Mantém-se pela sua flexibilidade. Por outro lado, em muitos casos, o costume, a prática, o precedente reinam sobre o conhecimento.

Assim, a farmácia hospitalar deve contribuir para o novo modelo de prestação de cuidados. A continuidade de cuidados centrada no cidadão obriga a farmácia hospitalar a desenvolver a sua ação em parceria com a comunidade e com a casa do doente – enorme desafio para o circuito do medicamento. Efetivamente, a farmácia hospitalar encontra-se num processo evolução entre um modelo de organização baseado no medicamento para um modelo baseado nos serviços farmacêuticos, valorizando-se o papel do Farmacêutico Clínico.

O projeto-piloto de dispensa de medicamentos hospitalares nas farmácias comunitárias portuguesas é um bom exemplo para a evolução do hospital português e para a farmácia hospitalar. É desejável que este projeto seja alargado ao todo nacional, aumentando o acesso ao medicamento aos portugueses. Não existe nenhuma razão plausível para manter barreiras de acesso ao medicamento hospitalar e ao desenvolvimento de programas de dispensa centrados no doente.

A limitada autonomia dos hospitais ao nível dos recursos humanos e da contratação pública cria constrangimentos à prestação de cuidados de saúde. Os serviços farmacêuticos não são excepção. Os processos de aquisição de medicamentos e os serviços farmacêuticos estão a ser afectados, conduzindo ao aumento do desperdício e à redução da qualidade dos serviços prestados. Hoje, vivemos tempos difíceis nas nossas organizações. Como é o seu papel, a APAH mantém a colaboração com o Ministério da Saúde com o intuito de criar melhores condições de gestão e prestação de cuidados. É exemplo disso, o trabalho recentemente encetado com a SPMS no âmbito da compra centralizada. Em conjunto, devemos apelar por outro modelo de governação para os hospitais, garantindo mais autonomia e responsabilização.

O trabalho conjunto entre administradores e farmacêuticos hospitalares vem de há longa data e vai perdurar. Os administradores hospitalares acreditam na capacidade dos serviços farmacêuticos para contribuir para a evolução e inovação do hospital português, seja ao nível da redução do desperdício, da avaliação de tecnologias da saúde, ou do desenvolvimento de cuidados centrados no doente. 

O Presidente da APAH destacou ainda o compromisso da APAH com a formação contínua, tendo convidado os farmacêuticos hospitalares a conhecer a Academia APAH. Com especial interesse para os farmacêuticos hospitalares, destacou:

 

PAGeM − PROGRAMA AVANÇADO de GESTÃO do MEDICAMENTO

O PAGeM é uma iniciativa promovida pela APAH e a Ordem dos Farmacêuticos, em parceria com Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa.

Os desafios associados à gestão das tecnologias, face ao aumento da disponibilidade de medicamentos de elevado preço e às expectativas da população, irão marcar profundamente a sociedade e o sistema de saúde no decurso das próximas décadas. Tendo em conta as restrições orçamentais, os sistemas de saúde dos países mais desenvolvidos têm experimentado uma grande variedade de instrumentos de natureza administrativa e gestionária, com o objetivo de reduzir a incerteza causada pela introdução de novos medicamentos e o seu impacto na sustentabilidade económica e financeira.

O PAGeM destina-se, prefencialmente, a administradores hospitalares e gestores de serviços de saúde do setor público, privado e social, farmacêuticos do setor hospitalar e comunitário, diretores de serviços clínicos, chefes de serviço e outros profissionais do setor da saúde com interesse na gestão do circuito do medicamento, capacitando-os para a tomada de decisão e gestão associada aos desafios presentes e futuros da tecnologia do medicamento no sistema de saúde.

O PAGeM, tem início em 5 de janeiro e término em maio de 2018, integrará 6 módulos que irão abordar as seguintes temáticas: i) organização do sistema de saúde; ii) regulação, legislação e política do medicamento; iii) desenvolvimento tecnológico e avaliação tecnologias da saúde; iv) farmácia hospitalar e gestão do medicamento; v) sistemas de informação e apoio e decisão e vi) gestão comportamental.

A APAH considera este Programa de formação essencial para o conhecimento e ganho de competências dos decisores em saúde para a necessidade de liderança na tomada de decisão e gestão das tecnologias e em concreto do medicamento nas unidades de prestação de cuidados de saúde.

As Inscrições no PAGeM decorrem até 30 de novembro e devem ser efectuadas aqui

 

PALAIS − PROGRAMA AVANÇADO para a LIDERANÇA e ADMINISTRAÇÃO da INVESTIGAÇÃO em SAÚDE

A APAH organiza o PALAIS, em parceria com Nova Medical School (Faculdade de Ciências Médicas) e a PtCRIN (Portuguese Clinical Research Infrastructures Network), contando para o efeito com o apoio da APIFARMA.

Trata-se de um Programa de formação essencial para a dinamização da investigação em saúde nos hospitais, pretendendo capacitar os administradores e gestores de serviços de saúde para a necessidade de liderança na tomada de decisão e gestão das infraestruturas de investigação nas unidades de prestação de cuidados de saúde. A investigação em saúde é hoje considerada uma atividade profissional que, à semelhança dos cuidados assistenciais, requer uma estrutura própria de governação e de gestão de necessidades específicas, nomeadamente: recursos humanos, infraestruturas físicas, recursos financeiros e procedimentos/operações/serviços de apoio.  Os hospitais deparam-se, ainda, com dificuldades operacionais para promover a investigação em saúde, incluindo a gestão e promoção de ensaios clínicos, devendo profissionalizar esta área de atividade, de forma a responder às solicitações das empresas farmacêuticas e de dispositivos médicos no desenvolvimento de ensaios promovidos por estas, mas também em estudos de iniciativa do investigador.

O PALAIS, tem início na 2.ª quinzena de janeiro 2018 , num total de 54h lectivas e integrará 5 módulos que irão abordar as seguintes temáticas:  i) diversidade de estudos, perfil e formação dos profissionais, ii) ética da investigação clínica e biomédica, iii) aspectos regulamentares, iv) qualidade dos dados e dos procedimentos, v) financiamento, disseminação e comunicação.

A APAH considera a Investigação em saúde como uma área de elevado potencial económico para os hospitais portugueses e para as regiões onde estão inseridos, exigindo-se a liderança e administração destas estruturas por profissionais de gestão com conhecimentos e competências necessárias para a sua efetiva e eficiente rentabilização.

As Inscrições no PALAIS decorrem até 30 de novembro e devem ser efectuadas aqui

Declarações sobre a Metodologia de Contratualização para 2018

Declarações da APAH quanto aos “Termos de Referência para contratualização de cuidados de saúde no SNS para 2018”

Lisboa, 20 nov (Lusa) – Os administradores hospitalares acompanham as preocupações da tutela em ter modelos de financiamento que façam depender estes valores de indicadores qualidade, mas sublinham a necessidade de maior autonomia na gestão hospitalar.

Numa reação do documento dos termos de referência para a contratualização de cuidados de saúde no Serviço Nacional de Saúde para 2018, a que a Lusa teve acesso, o presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH) lembrou que, hoje em dia, “os hospitais têm várias limitações na gestão diária”, designadamente ao nível dos recursos humanos e da lei da contratação pública.

É importante dar nota de que, hoje, os hospitais têm várias limitações na gestão diária, nomeadamente na gestão recursos humanos, mas também na aplicação da lei dos contratos públicos. Nestas duas vertentes, era importante garantir que as administrações têm estes instrumentos adequados para reagir às necessidades das populações”, afirmou Alexandre Lourenço.

O responsável diz que os administradores hospitalares “acompanham as preocupações do Ministério da Saúde”, mas recorda, por exemplo, que, “em muitos aspetos, os conselhos de administração hoje não têm capacidade para substituir um profissional em caso de doença ou de licença de maternidade”.

Para estas substituições, as administrações hospitalares precisam de aguardar pelas autorizações, quer da tutela da Saúde quer das Finanças, decisões “que se podem prolongar por vários meses”. “Em situações mais complexas podem levar a cancelamentos de atividade”, alerta o responsável, que reconhece que da parte da Saúde tem havido preocupação e vontade em resolver, mas que é preciso do Ministério das Finanças mais agilidade e rapidez.

Estamos em crer que existe da parte do Ministério da Saúde compreensão (…). Contudo, da parte do Ministério das Finanças tem existido alguma resistência ou inépcia nesta matéria”, afirmou.

Compreendemos que pode não ser uma área prioritária por parte das Finanças, mas damos conta de que o combate ao desperdício e a utilização adequada do erário publico só pode acontecer se tivermos conselhos de administração que sejam responsabilizados pela sua ação e se existirem instrumentos de gestão adequados para que estes conselhos de administração possam levar a cabo a sua atividade”, acrescentou.

Os “Termos de referência para contratualização de cuidados de saúde no Serviço Nacional de Saúde (SNS) para 2018”, a que a agência Lusa teve acesso, contemplam um incentivo aos centros de referência.

Como um dos princípios genéricos de incentivo aos centros de referência – considerados os melhores em determinadas áreas – prevê-se “a majoração em 10% do preço das consultas (primeiras e subsequentes) realizadas em centros de referência no âmbito das áreas de referência”.

Por outro lado, o preço das consultas (primeiras e subsequentes) realizadas nas áreas de atividade, em outros centros tratamento, será reduzido em 50 por cento.

Questionado sobre se os centros de referência estarão preparados para este aumento da procura, Alexandre Lourenço volta a insistir: “tem de ser dada flexibilidade aos conselhos de administração para gerir os recursos de forma adequada ao aumento de procura que possa ocorrer”.

SO (SMM) // SB
Lusa/fim

APAH reúne com SPMS no âmbito da Contratação Pública

Conheça os Grupos de Trabalho da APAH aqui

Conheça os Cursos da Academia APAH no âmbito da Contratação Pública e Eliminação do Desperdício aqui

Consulte o documento Termos de Referência para a Contratualização de Cuidados de Saúde no SNS para 2018

APAH reúne com SPMS no âmbito da Contratação Pública

A APAH, no âmbito do seu Grupo de Trabalho (GT) para a Contratação Pública e Eliminação do Desperdício procedeu ao levantamento dos atuais constrangimentos operacionais e correspondentes impactos gerados nos hospitais pelo processo de compras centralizadas, revisitando em paralelo alguns dos aspetos considerados críticos e que necessitam de atualização, e revisão, em particular, no que concerne aos encargos plurianuais e às aquisições centralizadas.

Para o efeito, a APAH dirigiu ao Senhor Ministro da Saúde, a 25 de outubro, carta de exposição das situações criticas e constrangimentos identificados na gestão das instituições hospitalares do SNS com apresentação de propostas de melhoria.

 

Reunião do GT Contratação Pública e Eliminação do Desperdício com a SPMS

Data: 10 de Novembro

Local: Sede SPMS, Av. República, n.º 61 Lisboa

Presenças: Victor Herdeiro (coordenador), Sandra Sousa e Miguel Lopes pela APAH e Artur Mimoso, Rute Belchior e Joana Candeias pela SPMS

Nessa sequência decorreu no passado dia 10 de novembro reunião do GT com os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) com o objetivo de analisar os atuais constrangimentos e o desenvolvimento conjunto de soluções que as permitam eliminar ou mitigar.

Como principais conclusões desta reunião destacamos a definição das seguintes ações/iniciativas:

  1. A criação, por proposta da APAH, de Portal eletrónico com o objetivo de aumentar a transparência e monitorização do ponto de situação dos processos concursais. A SPMS acolheu a proposta a qual será desenvolvida e testada no decurso do 1.º trimestre 2018. A APAH integrará a equipa de projeto por forma a acompanhar a construção e implementação da plataforma.
  2. Por seu turno, a SPMS convidou a APAH para integrar as Comissões Técnicas e Grupos de Trabalho dos Acordos Quadro e a pronunciar-se sobre as cláusulas e especificações técnicas dos Cadernos de Encargos.
  3. As partes assumiram igualmente o compromisso para a realização de ações de formação conjuntas sobre as alterações do Novo Código dos Contratos Públicos para as Instituições do SNS a realizar no Porto e em Lisboa no próximo mês de Janeiro.

A APAH congratula-se com o espírito colaborativo em que decorreu a reunião e salienta a importância de regularmente realizar este tipo de reuniões por forma a discutir constrangimentos nesta área e a assegurar a concretização e avaliação das ações definidas.

 

 

Contratação Pública

Nos últimos anos, o regime de Contratação Pública tem sofrido reformas significativas, tendo em conta as alterações legislativas ocorridas com a publicação do Decreto-Lei n.º 149/2012, publicado no DR n.º 134, Série I, de 2012-07-12, eliminando as exceções à aplicação integral do regime de que beneficiavam os hospitais constituídos sob a forma de Entidade Pública Empresarial, e a Lei n.º 8/2012, de 21 de fevereiro, Lei dos Compromisso e Pagamentos em Atraso.

Estes diplomas tiveram grande impacto nos sectores de aquisições que foram dimensionados para darem resposta a procedimentos baseados nos regulamentos de compras, aplicáveis, na altura, dentro dos limites impostos pelos limiares das Diretivas Europeias que regulam a Contratação Pública.  A publicação do Despacho n.º 851-A/2017, de Sua Excelência o Ministro da Saúde, no Diário da República, 2ª série, nº 11, de 16 de Janeiro, vem colocar em clara evidência estas deficiências.

 

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Os desperdícios na saúde são o maior problema – Jornal de Negócios

Mais do que fazer cálculos sobre a despesa pública na saúde em Portugal comparativamente com outros países, há que tornar o sistema mais eficiente e preparado para as doenças crónicas e a prevenção.

Têm-se multiplicado os apelos para que as dotações para a saúde aumentem para se sair do subfinanciamento crónico. Os valores variam entre mil milhões a 1,2 mil milhões. “A sustentabilidade financeira do Serviço Nacional de Saúde (SNS) é também uma decisão política sobre a utilização de verbas públicas (basta pensar que fechar a educação pública traria bastante dinheiro para a saúde, mas a custo de outros objectivos que achamos meritórios)”, refere Pedro Pita Barros, professor da Nova School of Business & Economics. “Por isso, é também uma questão de equilíbrio geral das contas públicas”, conclui.

Portugueses preferem seguro público

Para Pedro Pita Barros, os modelos de financiamento a nível agregado obtêm fundos para criar capacidade de acorrer às necessidades em caso de doença das pessoas, e para investir no que possa conduzir a melhor saúde. “Creio que será pacífico afirmar-se que a população portuguesa tem uma preferência por um seguro público – isto é, um SNS financiado por impostos cobrados pelo Estado. A componente de taxas pagas pelos utentes não deverá ser significativa, incluindo aqui taxas moderadoras e comparticipação de medicamentos, por exemplo (em que esta segunda é muito mais relevante em termos de despesa das famílias do que a primeira)”.

Para este especialista em economia da saúde, o equilíbrio e a sustentabilidade têm de obedecer a propósitos como a necessidade de menor carga de doença na população, e que as necessidades de cuidados de saúde da população sejam satisfeitas com o menor custo possível. Nesse sentido, Alexandre Lourenço, presidente da Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares, prefere referir os “grandes desperdícios que o actual sistema gera”.

Mais autonomia, menos desperdício

As restrições financeiras e de autonomia de gestão das organizações estão a gerar grandes disfuncionalidades e desperdícios no sistema. Alexandre Lourenço exemplifica que as dificuldades de contratação de pessoal levam a que por falta de um assistente operacional se cancelem cirurgias. Por outro lado, as restrições implicam que os contratos plurianuais tenham de ser autorizados pelos ministérios da Saúde e das Finanças e por isso tardem por vezes nove meses a ser decididos.

O presidente da Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares defende “autonomia com responsabilização da gestão e das administrações hospitalares” para permitir o que Pedro Pita Barros refere como “o processo de melhoria contínua no interior do SNS, por forma que não se gastem mais recursos do que os necessários”. O que implica cortar com muitas das actividades que não criam valor para o doente, e são baseadas no hábito, na tradição. Apesar do contexto científico, “trabalha-se em muitas áreas sem ter evidências científicas do valor para o doente”, como diz Alexandre Lourenço.

Um novo hospital mais próximo da comunidade é o paradigma do futuro pois passou-se das doenças agudas, infecciosas, para as doenças crónicas não transmissíveis que representam hoje 86% da carga da doença. Por isso Alexandre Lourenço defende que a relação do hospital com o doente portador de uma doença crónica prolongada é maior e implica uma maior articulação com os cuidados de saúde primários e os cuidados continuados, por exemplo. “O hospital tem de ser multieficiente nas suas valências, mas tem de ter uma maior participação comunitária na saúde pública”, diz Alexandre Lourenço. Nesta reorganização, a tecnologia tem um papel relevante como, por exemplo, a telemonitorização de doentes pulmonares crónicos, renais e cardíacos a partir dos hospitais.

Os dinheiros do Orçamento

A saúde prevê em 2018 gastar 10.289,5 milhões de euros, o que corresponde a um aumento de 2,4% (239,1 milhões de euros) face ao estimado para 2017. As entidades do SNS são responsáveis pela maioria da despesa, estimando-se em cerca de 9.407,5 milhões de euros (91,6% do total) a despesa para 2018 (valores consolidados). A aquisição de bens e serviços, com um peso de 55,3%, inclui as compras de medicamentos e os meios complementares de diagnóstico e terapêutica, bem como os encargos com as parcerias público-privadas. As despesas com pessoal representam cerca de 38,4% do total da despesa consolidada, ascendendo a 3.951,2 milhões de euros.

Filipe S. Fernandes

09 de novembro de 2017 às 10:30

Consultar o artigo original do Jornal de Negócios aqui

Mais informações sobre o Grupo de Trabalho para a Contratação Pública e Combate ao Desperdício

 

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