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#Olhar a História, Construir o Futuro!

A mais recente edição da revista Gestão Hospitalar (GH) já está disponível para consulta online aqui.

Esta GH anuncia em capa a comemoração dos 40 anos da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH).

Até à década de 1980, as organizações de saúde na maioria dos países podiam ser vistas como uma burocracia Weberiana, com uma hierarquia administrativa padrão do governo nacional, passando pelo governo regional ou mais local, até unidades operacionais. A postura da gestão era neutra, com quadro administrativo bem definido, que “valorizava probidade, estabilidade e o respeito das garantias processuais”, e muitas vezes era caracterizada como oferecendo uma função de “diplomata”. Os serviços de saúde obedeciam a uma burocracia profissional em que os profissionais de saúde lideravam e se protegiam da intrusão externa do serviço público e dos políticos.

Em muitos aspetos, em Portugal ainda não saímos deste modelo. A administração hospitalar portuguesa, há época inovadora, desenvolveu-se dentro deste enquadramento. Como sabemos, desde meados dos anos 80, os países de elevada renda foram introduzindo componentes gestionárias mais efetivas. Na administração pública portuguesa foram feitas várias tentativas avulsas e nem sempre pelos melhores motivos. Ao invés de apostar na qualificação e profissionalização da gestão de serviços de saúde, optou-se pelo compadrio da nomeação política, desqualificação dos quadros superiores e desvalorização dos administradores hospitalares.

Entretanto muito mudou nos serviços de saúde e na exigência colocada à gestão. Os desafios são tremendos e, mais do que nunca, os serviços de saúde em Portugal necessitam de gestores especializados na área da saúde. Não necessitam de diplomatas ou de juristas, de vacuidade ou neutralidade. Os serviços de saúde portugueses anseiam por uma visão estratégica e de um corpo de gestores qualificados nos vários níveis de decisão. Antes que sejam outros a fazê-lo, os administradores hospitalares têm o dever histórico de liderar este processo.

A nossa associação e profissão têm hoje uma notoriedade e reconhecimento nunca antes vistos. Pela primeira vez temos colegas nas mais relevantes funções públicas, como a Ministra da Saúde, o Presidente da ACSS, e vários Presidentes de Conselhos de Administração de entidades públicas empresariais. Importa que todos entendam este momento singular na nossa história iniciada por Coriolano Ferreira. Não se enganem, o sucesso atual da nossa associação e profissão serão efémeros se não soubermos evoluir.

Este ano comemorar-se-ão 40 anos da nossa associação. A APAH ou os administradores hospitalares não são um fim. São um veículo da política de saúde. Melhores administradores hospitalares garantem melhores serviços de saúde.

Por mais medo que exista na mudança, o nosso maior medo deve advir da nossa incapacidade para responder aos desafios que se nos colocam.

#Olhar a história, construir o futuro.

https://www.yumpu.com/pt/document/read/65823364/gestao-hospitalar-n-25-2020

35 anos da Revista Gestão Hospitalar — APAH