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RGH21 CAPA In noticia

#FUTURO

Já se encontra disponível para consulta online a última edição da revista “Gestão Hospitalar” (GH) aqui.

Seis dos dez rostos dos profissionais de saúde esculpidos à porta do Hospital de São João por Vhils são a capa desta RGH. Esta é uma das tantas manifestações de afeto e reconhecimento para com os profissionais de saúde. Aguardemos idêntica valorização por que tem a obrigação de cuidar dos recursos humanos da saúde.

Entre os profissionais, a gravidade da situação e o propósito partilhado aproximou-nos. Nesta edição, os bastonários das Ordens dos Médicos, Enfermeiros, Farmacêuticos, Psicólogos e Nutricionistas, falam da necessidade de recuperar o tempo perdido e da reconstrução do SNS. Miguel Guimarães apela à ação, Ana Rita Cavaco à mudança, Ana Paula Martins à reconstrução, Francisco Miranda Rodrigues à saúde e bem-estar, e Alexandra Bento a novas estratégias públicas sem negligenciar os problemas antigos.

A estrutura nacional de emergência médica foi colocada sobre pressão adicional durante fase inicial de resposta da COVID-19. Luís Meira avalia a resposta do INEM e oferece aprendizagens para o futuro. O Administrador Hospitalar Carlos Alberto Silva contribui para esta discussão através do artigo de revisão sobre modelos de acesso aos sistemas de saúde em situações de urgência. Pela Cruz Vermelha, Gonçalo Órfão fala do papel da Cruz Vermelha na resposta à pandemia. Margarida de Sá Figueiredo de Almeida elabora sobre o papel do Laboratório Militar no apoio ao SNS.

Ricardo Mexia fala-nos dos desafios que esta pandemia representa e da necessidade de planear a resposta para o médio-prazo. Maria Isabel Pereira dos Santos e colegas falam-nos do que ainda está por fazer ao nível dos cuidados de saúde primários. Na medicina interna, João Araújo Correia procura arrumar a casa depois do ‘tsunami’. Pela integração de cuidados, Adelaide Belo procura aproveitar a janela de oportunidade para um “normal novo”. Francisco Velez Roxo fala-nos em repensar e reinventar a dimensão comunitária/social/saúde enquanto alicerce integrador da resposta às necessidades do cidadão: assumir a utopia?

Os doentes crónicos têm sido bastante negligenciados pelo sistema de saúde. São já milhões de consultas médicas e mais de uma centena de milhar de cirurgias que ficaram por realizar. Victor Machado Gil aborda o impacto no controlo da doença cardiovascular e José Manuel Boavida da diabetes. O espaço ENSP elabora sobre os custos dos internamentos evitáveis em Portugal. Apesar de apresentar dados pré-covid, diz-nos que perto de 10% de todos os internamentos em hospitais públicos são potencialmente evitáveis, estimando-se um custo superior a 250 milhões de euros.

No campo das soluções, Ricardo Mestre propõe os centros de responsabilidade integrados para a melhoria do acesso. Luís Goes Pinheiro oferece-nos um vislumbrar das potencialidades do SNS24 como centro de contacto, incluindo o acompanhamento remoto de doentes crónicos. Humberto Martins apresenta os ensinamentos da dispensa de medicamentos hospitalares em farmácias de oficina. Dulce Salzedas da importância da boa comunicação.

Na APAH continuamos a procurar inovar e a acreditar no futuro. A Academia APAH apresenta agora um formato digital com vários cursos disponíveis. Ao juntarmos o canal de gestão em saúde no YouTube, são centenas de horas de formação disponíveis de forma gratuita.

Entre os sócios da APAH, a discussão sobre a proposta de revisão de estatutos está a gerar bastante interesse. A Direção está a promover a discussão da proposta, tendo já sido organizadas várias sessões de discussão que se encontram gravadas e disponíveis aos sócios. Pela sua importância, todos têm o direito de ser esclarecidos, pedir alterações ou mesmo apresentar alternativas. A direção ouve, apresenta os argumentos e, em consciência, apresentará uma proposta à assembleia geral. Como não poderia deixar de ser, os sócios decidirão o futuro da sua associação. Importa que todos estejamos cientes do caminho proposto e da sua importância para a profissionalização da gestão de serviços de saúde em Portugal.

Confiança  no Presente, Esperança no Futuro. Até porque até prova em contrário, somos nós que o construímos.