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Comunicado | 19 de janeiro

Ao longo das últimas semanas, temos observado uma evolução dramática da pandemia covid-19, colocando em causa, de forma progressiva, a capacidade de resposta dos hospitais públicos. Para o nível de conhecimento e de experiência que dispomos, a realidade não pode ser uma surpresa, tal como os instrumentos para o seu controlo.

No atual cenário de crise, importa comunicar de forma transparente, e consequente. A solução não pode ser limitada a medidas restritivas das liberdades individuais. É nossa responsabilidade reconhecer a diferença e comunicar de forma segmentada, promovendo comportamentos adequados por parte dos diferentes grupos populacionais. O único instrumento que o sistema de saúde dispõe para controlar a pandemia – o rastreio ativo de contactos – deve ser, de uma vez por todas, capacitado em termos de meios humanos (seguindo as instruções da OMS e do ECDC), e maximizado através do alargamento dos meios de diagnóstico. Os meios hospitalares devem ser coordenados, profissionalmente, em rede, considerando a ativação em larga escala de respostas alternativas ao internamento hospitalar, e operacionalidade permanente da resposta urgente/emergente.

As condições de trabalho dos profissionais de saúde são tremendamente difíceis. É-lhes devido apreço, gratidão e total solidariedade. A nossa obrigação é contribuir para que exerçam as suas funções com este conforto.

A hora é grave. É necessário manter a clareza do propósito. e atuar de forma decisiva. As dificuldades ultrapassam-se com medidas coordenadas e concretas. Dentro de circunstâncias particulares, em cada organização estão profissionais a dar o seu melhor. Compete ao Ministério da Saúde liderar a resposta à crise, garantindo tranquilidade à população, e coordenação e ativação de meios no terreno.

Compete a cada um de nós trabalhar ativamente para que esta difícil etapa seja ultrapassada com o menor número de vítimas.

Lisboa, 19 de janeiro de 2021

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