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No passado dia 20 de abril o Caminho dos Hospitais rumou a Castelo Branco, mais precisamente ao Hospital Amato Lusitano na Unidade Local de Saúde de Castelo Branco, E.P.E. (ULSCB), onde promoveu o debate “Continuidade de cuidados: os hospitais e a comunidade”.

A iniciativa Caminho dos Hospitais resulta de uma aposta da APAH na "proximidade com a comunidade da saúde", criando mecanismos que promovem a inclusão através de visitas e reuniões programáticas mensais às instituições de saúde do Serviço Nacional de Saúde. Trata-se de uma iniciativa aberta não só à comunidade hospitalar, mas também à envolvente social, na qual os hospitais se integram e interagem.

Na edição de abril, a direção da APAH foi gentilmente acolhida pelo Conselho de Administração da instituição tendo partilhado a sua visão e os desafios sobre diversas matérias inerentes ao seu funcionamento. Como tem vindo a ser hábito nesta inciativa, a direção da APAH reuniu com os administradores hospitalares da ULSCB, os quais expuseram as suas preocupações e questões relativamente a matérias laborais. 

Conforme referido, a continuidade de cuidados entre os hospitais e a comunidade foi a temática selecionada para o debate desta edição, tendo em consideração as dificuldades do sistema de saúde em responder às necessidades dos doentes e das famílias. 

À semelhança das outras sessões do Caminho dos Hospitais, a iniciativa do mês de abril refletiu o empenho da APAH em encontrar soluções comuns para a melhoria dos cuidados prestados aos nossos cidadãos, sobretudo a nível dos cuidados após a alta hospitalar, desenvolvendo respostas sociais para além da rede de cuidados continuados e dinamizando adequadas respostas na comunidade. 

Este foi o mote para o debate que contou com o contributo de administradores hospitalares, médicos, enfermeiros e assistentes sociais assim como dos diversos atores sociais: Segurança Social, instituições particulares de solidariedade social e as autarquias. 

No decurso da reunião debate, moderada pelo Dr. Delfim Rodrigues, Presidente do Conselho de Administração do Hospital da Senhora da Oliveira, Guimarães, E.P.E., foram apresentados projetos e partilhadas experiências de boas práticas, foram enunciadas medidas a montante da atividade do hospital no sentido de evitar os internamentos e a sobreutilização dos serviços hospitalares e, em paralelo, o que se está a fazer a jusante para assegurar a continuidade de cuidados na comunidade, evitando, desta forma, a necessidade de readmissão nos cuidados hospitalares.

Adelaide Belo, membro da Unidade de Gestão do Acesso da Administração Central do Sistema de Saúde, I.P. (ACSS), apresentou um projeto que promove a valorização do percurso do doente, através da integração de cuidados de saúde, desenvolvido na Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano, E.P.E., sobre a redução da utilização da urgência hospitalar. O objetivo principal do projeto consiste no acompanhamento específico, pelos cuidados de saúde primários, dos doentes com uma elevada frequência no Serviço de Urgência, intentanto evitar a necessidade de ida à urgência.

Por sua vez, Margarida Filipe, enfermeira diretora da Unidade Local de Saúde de Matosinhos, E.P.E., apresentou vários modelos de continuidade de cuidados implementados naquela unidade de saúde, envolvendo os cuidados de saúde primários e hospitalares e o domicílio do doente, dos quais se destacam a hospitalização domiciliária e o acompanhamento do prematuro no domicílio. 

Também envolvido no debate esteve o assistente social António Breia Vicente que partilhou com os presentes o ponto de situação e os desafios da gestão de acesso à rede de cuidados continuados e apoio social da comunidade servida pela ULSCB. Por seu turno, a enfermeira Maria Coelho Vicente, da Unidade de Cuidados na Comunidade da ULSCB, apresentou as atividades desenvolvidas por esta equipa multidisciplinar e os resultados obtidos na promoção da integração de cuidados de saúde.

Por último, coube a Patrícia Ventura, do Centro Distrital da Segurança Social de Castelo Branco, apresentar o modelo, a diversidade e a disponibilidade de respostas sociais atualmente existentes, assim como a dinâmica associada à gestão da procura face às necessidades reais. Foi igualmente detalhado o trabalho que vem sendo desenvolvido no planeamento das altas hospitalares, em resultado da Circular Conjunta da ACSS e do Instituto da Segurança Social, para a melhoria da articulação com a ULSCB e a gestão das necessidades, em particular de acesso à Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados.

Veja a reportagem em: https://justnews.pt/noticias/cuidados-apos-alta-hospitalar-desenvolver-respostas-sociais-alem-da-rede-de-cuidados-continuados#.WQeHR6NOp8c 

O próximo palco para o debate será o Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca, E.P.E., na Amadora.